Espiritualidade litúrgica
Por: Maucyr Gibin
O evangelista João, ao apresentar o chamado dos primeiros discípulos, traz um diálogo desconcertante: Jesus - “O que estais procurando?”.
Eles - “Rabi, onde moras?”. Jesus
- “Venham ver... Foram ver e permaneceram com ele”. O episódio foi tomado tão a sério que o evangelista anota com precisão: “Era por volta das quatro da tarde.” Aqueles que o procuravam e o Mestre, estabeleceram um convívio intenso naquele memorável encontro. Confiado na sinceridade dos interlocutores, Jesus toma a liberdade de trocar o nome de um deles. “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas – Pedra” (1,38-42). Chegou pescador profissional, saiu discípulo-missionário. A história continuou: a amizade foi crescendo e a mútua fidelidade, comprovada, faz com que o Mestre entregue a seus convocados, de então, o futuro de seu grande projeto: instaurar o Reino novo, recém inaugurado pelo Mestre. “Nós encontramos o Messias!”.
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