Espiritualidade litúrgica 
Por: Maucyr  Gibin

O evangelista João, ao apresentar o chamado dos primeiros discípulos, traz um diálogo desconcertante: Jesus - “O que estais procurando?”.
Eles - “Rabi, onde moras?”. Jesus
- “Venham ver... Foram ver e permaneceram com ele”. O episódio foi tomado tão a sério que o evangelista anota com precisão: “Era por volta das quatro da tarde.” Aqueles que o procuravam e o Mestre, estabeleceram um convívio intenso naquele memorável encontro. Confiado na sinceridade dos interlocutores, Jesus toma a liberdade de trocar o nome de um deles. “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas – Pedra” (1,38-42). Chegou pescador profissional, saiu discípulo-missionário. A história continuou: a amizade foi crescendo e a mútua fidelidade, comprovada, faz com que o Mestre entregue a seus convocados, de então, o futuro de seu grande projeto: instaurar o Reino novo, recém inaugurado pelo Mestre. “Nós encontramos o Messias!”.
                                                                                     O Legado do Papa Bento XVI 
      (Cf. James Martin sj)  

A renúncia do Santo Padre é um ato nobre e altruísta exercido para o bem da Igreja, a qual ele amou e serviu por décadas. A renúncia, anunciada esta manhã e marcada para acontecer efetivamente no dia 28 de Fevereiro, embora surpreendente para quase todo mundo, não é algo completamente sem precedentes. 

Aplicação dos sentidos:
A experiência como conhecimento 
Por: Pe. J. Ramon. Sj 

Encontramo-nos diante de um método de oração profundamente estudado e questionado na história da Companhia. Por ser aplicação dos "sentidos" alguns diziam que era um método de oração inferior, por não pertencer à esfera da "razão". Outros pensavam que nos encontrávamos diante de um método que nos introduzia na mais alta mística, por colocar a pessoa em contato com os" sentidos espirituais". Contudo, é bom precisar de que Inácio não fala dos "sentidos espirituais", mas dos "sentidos da imaginação".